Sobre

Gostaria de começar dizendo que esse não é um Sobre “comum”. Não se assuste. A verdade é que não sou uma pessoa comum, possuo muitas peculiaridades, e uma delas é pensar diferente do que é considerado “normal” ou “comum” em nossa sociedade.

E essa foi a forma que encontrei de falar sobre mim e a Arte Anímica:

Antigamente, sentia extrema dificuldade para responder perguntas como:
– Quem sou eu?
– Quais são as suas qualidades?
– Quais são os seus defeitos?

Boa parte dessa dificuldade atribuía ao que a medicina chama de T.D.A.H. (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) mas, hoje, sei que não era apenas isso que me impossibilitava responder essas perguntas. Era o T.D.A.H. e a minha falta de autoconsciência.

De acordo com a internet, deveria preencher essa página com um “quem sou eu“ e informações que explicitem o que é/do que se trata esse site de fato.

Comecei a escrever, seguindo um exemplo, que encontrei na internet, e ficou assim:

Thaís Santiago, 24 anos, natural do Rio de Janeiro e estudante de Geologia na UFRJ. A partir daí deveria seguir para as minhas qualificações, minhas experiências de trabalho, meus hobbies. Mas a verdade é que nada disso diz de fato quem sou eu. Alguém só terá uma ínfima ideia de quem eu sou, se a(o) contar a minha história.

Então me proponho a fazer algo diferente, e a primeiro contar um pouco sobre alguns fatos importantes que ocorreram em minha vida e me impulsionaram a criar esse espaço aqui.

Em outubro de 2019 fraturei o meu pé. Estava para me formar, planejando aplicar para um bolsa de mestrado na Alemanha e mudar de país até agosto de 2020. Bom, não consegui acompanhar as matérias na faculdade, porque precisava ficar de repouso. De uma hora para outra vi todos meus planos indo por água abaixo.

Ao menos, foi isso que pensei que estava acontecendo… Mal sabia que era apenas o Universo ajustando o meu percurso em direção ao que seria a maior lição da minha vida, até agora.

Precisei desacelerar, me sentir dependente, incapaz, ficar sem equilíbrio e perdida para perceber que não fazia ideia do que estava fazendo com a minha vida e do que de fato queria.

É difícil escolher uma coisa quando se tem tantas opções, é difícil escolher uma trajetória, um caminho, quando se tem tantos destinos incríveis. E mais difícil ainda, perceber que estava lutando contra tudo que me fazia bem, porque o que queria de fato é “incomum” e “incerto”.

Foi duro perceber que a maior pedra no meu caminho, era eu mesma. Era a minha necessidade de construir e viver uma vida que não era minha.


E não porque meus pais estavam me forçando a fazer algo, e sim porque estava sempre tentando me comparar aos meus colegas de curso, aos meus amigos. Pensava que deveria estar fazendo o mesmo que eles, porque eles pareciam estar fazendo o que todo mundo faz, o que é “certo” na nossa sociedade.

O ano terminou e 2020 começou. Finalmente me sentia pronta para assumir o controle da minha vida, para batalhar e alcançar os meus objetivos, construir a minha carreira profissional. Bom, nem preciso entrar em muitos detalhes, o mundo inteiro sabe o que aconteceu...

Durante a quarentena, o Universo me ensinou, mais uma vez, que não fazia ideia do que estava fazendo, parece até uma piada. Mas a forma que lidamos com situações adversas diz muito sobre quem somos. No caso, sou a pessoa que está sempre se ajustando, melhor, se reinventando. Aceitar e deixar fluir, foi uma das coisas que aprendi com o distanciamento social.

Aceitar e fluir.
Aceito quem sou e me permito mergulhar na imensidão do Universo e deixar fluir.
Do universo de possibilidades, adversidades, da vida.

E foi no meio dessa me imensidão que eu me encontrei, me reconectei, comigo mesma, com a minha essência.

Quem é a Thaís?

Bom, ela é tantas coisas, ela se interessa por tudo! Ela ama aprender, ler, pintar, viajar. Na terapia, no Budismo e na Yoga ela trabalha o autoconhecimento e a espiritualidade.

Viajando só ela descobriu que estar sozinha é apenas uma opção, que ela é comunicativa, e que ela pode se sentir em casa em qualquer lugar do mundo.

 

Na estante dela você vai encontrar os livros que ela mais estima, alguns são estórias muito bem contadas, outros são a fonte do conhecimento que ela tanto preza. Com uns ela aprendeu a nomear o que sentia mas não sabia o que era, com outros a descrever o que sente e o que os olhos não conseguem enxergar.

Na Patagônia ela descobriu que a montanha é o seu templo, sua igreja. E é lá que ela consegue se comunicar com Deus, com o Universo, que se encontra dentro dela mesma.

 

Se ela for te visitar não se preocupe em puxar uma cadeira, é no chão que ela se sente mais à vontade. Se a sua casa for na floresta, cuidado, talvez ela queira ficar por lá. A pessoa que a mais inspira é Alexander von Humboldt, não o conhece? Ele foi um naturalista que nasceu há 251 anos atrás, pergunte a ela sobre ele, ela vai adorar lhe contar! Foi através dele que ela obteve a certeza a respeito do que realmente quer fazer da vida, que tipo de cientista ela quer ser. Foi nele que ela encontrou parte da coragem que precisava para aceitar e ser quem ela é. Pintar com a luz e falar sobre a Terra, sobre a natureza, o clima os animais, esse é o objetivo dela, o que a move.

Ciência, natureza, conhecimento, autoconhecimento, fotografia, budismo, yoga, línguas, cultura, livros, poesia, ARTE

Arte.
É isso: a Arte Anímica.
A arte que vive dentro dela,
que vem da alma, e ela expressa
de diversas formas,
que nasce dentro dela,
e ela compartilha:
Aqui.

 

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