Passagem e Reservas + Chegada em Cusco

Antes de mais nada gostaria de deixar claro que eu fiz essa viagem em agosto de 2015, então os preços que vou por aqui provavelmente não serão os mesmos que você vai encontrar nos dias de hoje.

Alguns avisos prévios:

  • Eu não planejei essa viagem com meses de antecedência. Na época eu estava me organizando para fazer um mochilão pela Patagônia, em janeiro de 2016. Só que a UFRJ entrou em greve, e eu tive que desistir de tudo.
  • No meio da greve eu vi uma promoção de passagem área no site da Decolar, Rio de Janeiro – Cusco, por R$1500,00. Só depois descobri que eu paguei até caro comparando com outras pessoas que também foram para lá.
  • Conclusão: eu gastei mais do que o as pessoas geralmente gastam. Comprei as passagens em um dia e duas semanas depois já estava voando sozinha para Cusco.

Resolvi ir de doida mesmo, sem saber nada sobre o lugar, ou o que iria fazer lá. Então mandei uma mensagem para uma amiga que conheci em Bonito, meses antes, e que já havia visitado a cidade.

O Hostel que ela me recomendou e eu recomendo para todas as pessoas que me pedem dicas é esse aqui: loki cusco

Vista da entrada do Hostel

Como eu não fazia ideia do que eu ia fazer ao certo, se ia para outros lugares ou não, reservei apenas 5 dias no Hostel (depois fui acrescentando), no quarto com 14 ou 16 camas (não lembro, mas escolhi o mais barato). Não lembro quanto eu paguei na reserva e nem o valor das diárias, mas de qualquer forma não deve ser o mesmo de hoje em dia.

No dia do meu check out eu paguei 400 e poucos reais, fiquei 12 dias e na maioria das vezes, tomava café da manhã, almoçava, jantava e enchia a cara lá. Não acreditei quando eles disseram que era só isso que eu devia.

Pontos positivos do Hostel: 

  • Os quartos são espaçosos e não tive problemas para guardar a minha mala no locker, coube e ainda sobrou espaço
  • Se você estiver cansadx e não quiser sair para comer (caso tenha problemas para se aclimatar com a diferença de altitude) pode pedir algo no bar do hostel mesmo, comi várias vezes lá, e amei!
  • O hostel é giganteee, sério mesmo, muito grande! E tem vários ambientes, ou seja, super fácil de conhecer pessoas, socializar, só fica sozinhx quem quer!
  • Todo dia da semana tem alguma brincadeira/festa/tema diferente, por exemplo, teve um dia que teve churrasco das 15h às 20h por 19 soles (que é praticamente 20 reais), festa a fantasia, ‘bingo’, beer pong, etc
  • Você também pode fechar alguns passeios lá mesmo, o que é muito útil para pessoas como eu que não planejaram muito o que iam fazer
  • Achei a cama confortável (não sou muito exigente) e não senti muito frio no quarto
  • Tem uma moça que montou tipo uma “lavanderia” do lado do hostel, caso você esteja viajando com pouca roupa (como eu) é só deixar as roupas lá e depois pegar, super indico!

Pontos Negativos do hostel:

  • Ele fica no alto de uma ladeira, para chegar no centro da cidade você precisa descer a rua, e o caminho de volta é ingrato, nos primeiros dias parecia que a minha alma estava sendo sugada para fora do meu corpo.
  • Os banheiros são bem marromenos, e não possuem um sistema de ventilação muito bom, ou seja, quando você toma banho fica aquela sauna. Mas a parte chata mesmo é quando você toma banho depois de alguém, o banheiro fica ainda mais molhado e muitas vezes está com pressa, então não vai esperar alguém vir para limpar
  • Os quartos são “abertos” para qualquer um, isso é uma coisa que eu reparei em todos os hostels aqui na América do Sul. Não existe um cartão de acesso aos quartos, e acaba que qualquer pessoa pode entrar no seu, pra mulher aconselho a pegar sempre a cama de cima
  • Como o hostel fica no alto de uma ladeira, durante a noite você não vai ver muitas pessoas circulando na rua, o que pode ser um problema como foi para mim quando quis voltar mais cedo de uma boate com um amigo (conto o que aconteceu em outro post)
  • Eles não oferecem uma cozinha para os hóspedes, como possuem um bar, você acaba sendo obrigadx a consumir lá. Achei isso ruim porque gosto de economizar e cozinhar a minha própria comida de vez em quando.

Obs:

  • Se você tem mania de se achar ryco quando bebe, cuidado. A conta é controlada por uma pulseira com o número da sua cama, não gaste mais do que tem.
  • Não tenha vergonha de pegar um táxi para subir a ladeira, fiz muito isso. Menos de 3 reais, minha gente.

Por hora foi o que eu lembrei, caso tenha ficado mais alguma dúvida a respeito do hostel deixa um comentário aqui ou me manda uma msg que eu respondo! (=

Antes de ir, a minha amiga também me disse que era melhor eu comprar meu ingresso para Machu Picchu, tanto o de entrada para o parque quanto o ticket de trem. Mas vou contar como foi que eu fiz, quanto paguei, etc em outro post.

Resumo da minha pré-viagem:

  • Reserva de 5 dias no hostel
  • Compra da entrada para Machu Picchu + compra do ticket do trem

Percebe-se que eu fui bastante preparada, risos.

PRIMEIRO DIA EM CUSCO:

Gente,  vergonha do que vou admitir aqui, mas é a minha realidade. Não lembro qual foi a escala que eu fiz e tive que olhar no meu passaporte para lembrar o dia que eu cheguei lá (to ficando véia).

O importante é que eu cheguei dia 22/08/2015 em Cusco, o voo fez escala em algum lugar e depois foi para o aeroporto da cidade, que parece mais com uma casa. Você desce do avião, dá dois passos e já está na rua, show.

Por coincidência divina, o menino que tava sentado do meu lado no voo, também havia feito reserva no Loki e ia encontrar com os amigos lá. Acabamos rachando um táxi até o hostel, que deu por volta de uns 8 ou 10 soles.

Chegamos lá, deixamos as nossas malas no quarto e descemos para trocar o nosso dinheiro, comprar água mineral e outras coisinhas!

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Plaza Mayor del Cusco

Não tenho uma casa de câmbio para recomendar, entrei em umas três (na Avenida El Sol), perguntei o preço e chorei um pouco. Acho que paguei R$1,10 no sole. Eu levei dinheiro vivo e um cartão de crédito para emergências, que por sinal foi muito útil depois.

Eu tirei essa foto aqui embaixo quando estava saindo do mercado. Aviso para vocês não passarem vergonha que nem eu passei: as fotos não são de graça. Não se esqueça de pagar as moças depois, demorei alguns segundos para entender que “propina” era a famosa gorjeta. Até eu processar a informação o mercado inteiro já estava me olhando.

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O final da noite foi bastante tranquilo, ficamos no bar bebendo, conheci outras pessoas e depois fui descansar. Apesar de não ter passado mal por conta da altitude, preferi não abusar muito!

Aguardem os próximos posts, tem muita história pela frente!

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